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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Os 7 x 1 israelenses


Somos pentacampeões do mundo. E por isso somos os melhores em matéria de futebol, pois nenhuma outra seleção ganhou tantos títulos como o Brasil, apesar dos 7 a 1 sofrido no jogo contra a Alemanha.

E o que isso tem haver com a Guerra em curso entre Israel e Hamas? Nada.

Não é o que pensou o infeliz Yigal Palmor, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, ao fazer referência ao argumento usado pelo Brasil na votação da ONU e que diz respeito ao uso de força desproporcional por Israel. A votação decidiria se Israel deveria ou não ser investigado sobre os crimes de guerra que indiscutivelmente vem cometendo.

Ficou claro que o lesado teve a intenção de diminuir e de ofender o Brasil. Uma forma bem chula de retaliar a conduta do Brasil por ter convocado o embaixador brasileiro para consultas sobre a guerra. Essa conduta foi considerada pelo porta-voz como uma provocação do Brasil, o que de fato foi!

A votação da ONU decidiu pela investigação. Dos 47 estados-membros, Brasil e mais 28 países votaram a favor. Nesta votação houve 17 abstenções e apenas um voto contra, dos Estados Unidos. Nenhuma surpresa!

E já que Israel gosta de fazer referências futebolísticas, vamos ao jogo:
  1. São mais de 800 palestinos mortos contra 36 israelenses = 1 gol israelense;
  2. São mais de 3209 alvos atingidos por Israel contra 2153 foguetes lançados pelo Hamas (o que não é considerado como alvo atingido) = 1 gol israelense;
  3. Israel realiza ofensiva por terra e os palestinos não = 1 gol israelense;
  4. Israel possui como principal aliado os Estados Unidos que serve, apoia, financia e defende o país sionista = 1 gol israelense;
  5. Israel possui sistema antimíssil e os palestinos não = 1 gol israelense;
  6. Em guerra, a população israelense consegue ir a supermercados, farmácias, escolas... os palestinos não = 1 gol israelense;
  7. Os hospitais israelenses possuem toda a estrutura e materiais necessários para socorrer possíveis feridos, ao contrário de Gaza que não possui estrutura similar e depende da abertura de fronteiras (bloqueadas por Israel) para receber suprimentos básicos = 1 gol israelense.
Nesse “PALESTINAÇO”, os palestino marcam:
  1. A resistência palestina = 1 gol palestino.     
Apesar dos 7 a 1 israelenses, a resistência prevalece e mostra que, ainda que haja dor e sofrimento, sobra espaço para a determinação palestina de permanecer em suas terras, e de suportar os surtos mentais alheios.

E o Brasil aprende que o seu futebol não é só importante para o esporte, mas para servir de referência a idiotas que representam um país em guerra.

Oriente-se.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Convocação para envio de mensagens e e-mails aos representantes diplomáticos israelenses no Brasil



Faça a sua parte. Envie seu e-mail de protesto e repúdio aos representantes diplomáticos israelenses no Brasil. Vamos nos unir aos milhões de manifestantes pelo mundo a favor de Gaza e da Palestina.

É possível enviar mensagens pelo site http://embassies.gov.il/brasilia/Pages/default.aspx e também pelo e-mail info@brasilia.mfa.gov.il.

Infelizmente o e-mail de cada um dos representantes abaixo não foi divulgado no site. Mas acredito que se cada um fizer a sua parte teremos contribuído de alguma forma.

Nome
Cargo
Rafael Eldad
Embaixador
CMG Ilan Lavi
Adido de Defesa
Yehoshua Avigdor
Cônsul e Administrador
Alon  Lavi
Primeiro Secretário
 Lior Ben Dor     
Ministro

O nosso objetivo é unir esforços em prol da liberdade, da humanidade, da dignidade, do direito à vida e ainda:
  • Contra as atrocidades cometidas por Israel;
  • Contra o terror imposto;
  • Contra o bloqueio de Gaza, que segrega, oprime e impõe condições subumanas ao povo palestino;
  • Pelos mortos que hoje somam mais de 600, sendo 154 crianças e 38 idosos.

Nos manifestamos declarando:

“Parem o genocídio palestino” – “Stop the Palestinian genocide”
“Fim ao bloqueio” – “End the blockade”
“Fim à ocupação israelense na Palestina” – “End Israeli occupation on the palestine”
"Liberdade à Gaza" - "Free Gaza"

Oriente-se.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Israel promovendo a limpeza étnica palestina

As demolições de casas palestinas continuam. Os palestinos de Jerusalém Oriental estão sendo despejados e suas casas continuam sendo demolidas.

É a limpeza étnica palestina.

O vídeo adiante mostra com riqueza de detalhes a forma como a polícia israelense age para praticar tamanha injustiça e crueldade.


Oriente-se.
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terça-feira, 29 de novembro de 2011

365 dias de solidariedade ao povo palestino


Fonte: Google imagens (mães e crianças palestinas).

Não é necessário um dia, em exclusivo, para ser solidário ao povo palestino. Sou solidária ao povo palestino todos os dias.

O sofrimento desse povo e ao mesmo tempo a força e resistência fez brotar em mim sentimentos patrióticos que não conhecia.

É fácil classificar um palestino que defende o seu país e seus direitos como um terrorista. Difícil é compreender sentimento tão profundo e escasso no meio de tantos.

O que Israel e Estados Unidos ainda não compreenderam é que o povo palestino é um povo que tem força. Resiste às pressões, que não são poucas, e sobrevive às constantes e diárias ameaças do movimento sionista.

Dessa forma, já que criaram o dia da solidariedade ao povo palestino, dedico esse dia às mães palestinas que geram seus filhos para um futuro inserto. Que permitem que seus filhos saiam de casa para as escolas sem terem a certeza de que irão voltar. Às mães que visitam seus filhos em cadeiras israelenses, inclusive crianças, sem terem conhecimento do dia em que serão libertados. Verdadeiras guerreiras e lutadoras! Algumas geram filhos para a morte, pois não haveria de ser diferente, já que a honra e a dignidade são legados familiares passados de geração em geração. Não posso deixar de mencionar as crianças palestinas, que nasceram e vivem com a guerra, e aquelas que viveram com ela.

Às mães e crianças palestinas que enchem o google imagens de fotos chocantes, anunciando uma realidade cruel e injusta, quando pesquisamos a expressão mães e crianças palestinas, ao contrário do resultado quando pesquisamos mães e crianças americanas e israelenses.


Fonte: Google imagens (mães e crianças americanas e israelenses).

O futuro da Palestina depende de vocês. Por isso, posso dizer que sou solidária ao povo palestino todos os dias, especialmente solidária às mães e crianças, esperança de dias melhores e da tão sonhada liberdade.

Oriente-se.

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terça-feira, 18 de outubro de 2011

1.027 por 1, quem dá mais?



Há motivos para comemorar. No entanto, há espaço para criticas também.

A libertação de 1.027 presos palestinos pela libertação do soldado israelense não deixa de ser uma humilhação ao povo palestino.

Volto a afirmar: há motivos para celebrar, afinal de contas quem não gosta de liberdade? Ainda mais os palestinos, na situação em que se encontravam, presos por motivos que nem sempre condiziam com a acusação. A propósito, há presos que se quer possui condenação. E mesmo os que possuem, é preciso avaliar as causas que os levaram a cometer seus delitos.

O fato é que Israel quis passar sua mensagem: “um israelense equivale a ‘mil’ palestinos”.

Para mim, mesmo que essa hipótese, para não dizer constatação, seja verdadeira, o importante é que os 1.027 estarão livres.

A triste conclusão é que estarão livres da cadeia israelense para ficarem presos ao sistema sionista, seja na Cisjordânia pela subordinação política, econômica e territorial ou na prisão aberta de Gaza.

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sábado, 24 de setembro de 2011

Discurso de Mahmoud Abbas na ONU - Pedido de reconhecimento (vídeo)

Seria perfeito se não fosse equivocado.

Mahmoud Abbas é aplaudido com entusiasmo durante alguns minutos ao adentrar no plenário da ONU para proferir seu discurso, em que solicita à ONU reconhecimento do Estado Palestino conforme as fronteiras de 67.


Assista os demais vídeos (parte 2 e 3) no youtube.

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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Voto contra o pedido de Mahmoud Abbas na ONU



Pelo simples motivo de que o território Palestino compreende a totalidade do território e não apenas os limites demarcados pela guerra dos seis dias (1967).

Ao concordar com os limites de 1967, Mahmoud Abbas estará admitindo a partilha, a permanecia de Israel na região, conferindo o direito do Estado sionista de governar e de subtrair direitos palestinos legítimos, além de estar possibilitando os planos de expansão sionista, e principalmente ignorando a morte de milhares de palestinos, egípcios, jordanianos, sírios, entre outros, por ocasião das guerras que ocorreram desde 1947, que submeteram ao estado de refúgio milhares de palestinos desde então.

Obviamente que ninguém gosta de viver em guerra, no entanto, o povo palestino que já está calejando de tantas guerras e conflitos, não está de acordo com o pedido de Mahmoud Abbas. A população, na verdade, em sua maioria, está totalmente dividida entre aqueles que não concordam e aqueles que não têm ainda uma opinião formada sobre o assunto.

O reconhecimento do Estado Palestino, como está sendo solicitado essa semana, não irá garantir a paz na região. Caso isso venha a ocorrer, o que se conseguirá será apenas uma bandeira palestina hasteada na ONU, conforme mencionou o líder do Hamas essa semana. Na prática o bloqueio continuará e a humilhação também. Ter que admitir a existência do Estado israelense e ainda ter que dividir o território será para sempre motivo de derrota e humilhação, caso o Estado Palestino de acordo com as fronteiras de 67 seja reconhecido.

Por mais que Israel venha se mostrando descontente e contrariado com a iniciativa de Mahmoud Abbas, ao levar o pedido do reconhecimento à ONU, o Estado sionista deve considerar a sempre e fiel ajuda dos Estados Unidos, que de bobo não tem nada. E claro que o Estado sionista sabe bem disso, afinal de contas, Israel somente veio a existir em função das estratégias dos governos francês e britânico e atualmente pela ajuda e parceria do imperialista norte-americano.

Assim, eu voto NÃO ao reconhecimento do Estado Palestino nos limites de 1967 e SIM ao reconhecimento do Estado Palestino nos limites de 1947. 


Hoje e sempre: “Não à existência do Estado sionista israelense e sim à auto-determinação, justiça e liberdade Palestina”.

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

De Aranha à Roussef – Pela Palestina livre



Osvaldo Aranha é o nome do brasileiro responsável por presidir a sessão especial da Assembléia Geral da ONU em 1947 e recomendar a criação do Estado de Israel, conseqüente partilha da Palestina.

64 anos depois, Dilma Roussef se encarregará da responsabilidade de abrir a Assembléia Geral das Nações Unidas, dia 21 de setembro próximo. Parece um paradoxo, mas é verdade.

Li uma entrevista do embaixador Palestino no Brasil em que o ilustre afirma: “Esperamos que seja o fim da 'etapa Osvaldo Aranha' e o início da 'etapa Dilma Rousseff'”. Assim também espero. Acredito, inclusive, que não apenas eu, mas todos os palestinos.

Espera-se que Dilma, ao abrir a sessão, aborde sobre a questão palestina e principalmente se antecipe sobre a posição brasileira favorável ao reconhecimento do Estado Palestino.

Brasil vem se posicionando como detentor de grade influencia na política internacional. Vale lembrar que o Presidente Lula, no final do ano passado, reconheceu o Estado Palestino originando uma série de novas adesões por parte de outros países como Argentina, Uruguai, Chile, entre outros.

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

China à favor do Estado Palestino


Olá pessoal.

É isso mesmo, estou de volta!

Durante os dois meses que se passaram, em meio a alguns projetos pessoais/profissionais estive acompanhando todas as notícias sobre a Palestina.

Para celebrar esse retorno, não há notícia melhor que a divulgada hoje. A China, um país importante no atual contexto econômico mundial, confirmou voto favorável à criação do Estado Palestino na ONU.

Sabemos que Estados Unidos usará o poder veto, contudo, e apesar disso, vejo a questão com bons olhos. Na verdade, o mundo todo poderá ver, por "outros olhos", a atuação norte americana sobre o impasse, ao preferir proteger Israel contra o poder legítimo Palestino à um Estado, entre tantos outros direitos extraídos.

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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Vídeo de Obama no AIPAC de 2008: "Jerusalém é indivisível!"


Você acredita em Obama?




Estar de acordo com a criação do Estado Palestino nas linhas de 1967 é estar de acordo com a divisão de Jerusalém, sendo que Jerusalém Oriental será a futura capital da Palestina. Não foi exatamente isso que esse senhor disse no AIPAC de 2008.

No AIPAC deste ano o Senhor América disse que a ONU jamais criará um Estado Palestino independente e reiterou seu compromisso com a "segurança" de Israel. Disse ainda que foi mal interpretado quando defendeu o processo de paz entre Palestinos e Israelenses pelas divisas de 67, conforme declaração feita por ele mesmo em discurso amplamente divulgado na quinta-feira passada.

Para quem não sabe quais sãos as linhas de 1967, post abaixo a figura do mapa onde mostra a linha verde que é considerada a linha que divide Palestina à direita e Israel à esquerda, sendo a linha amarela Jerusalém. 

Divisão da Palestina x Israel conforme as linhas de 1967


Os pontos azúis são alguns dos ilegais assentamentos israelenses em terras Palestinas.
 
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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Análise sobre o Discurso de Obama (reconhecimento do Estado Palestino)



O discurso de Obama sobre o oriente médio foi na verdade um pretexto para falar sobre sua incapacidade de atuar como mediador dos conflitos entre Palestinos e Israelenses. Papel este que deveria ser encabeçado pela ONU (inútil e passional).

Às vezes eu penso que Obama é um medíocre hipócrita, uma marionete a serviço do protocolo norte-americano. Mas não, ele é um fomentador do sistema imperialista, assim como muitos outros ex-presidentes foram. Na verdade eu acho que ele é pior. O bush pelo menos era mais direto, Obama não, sorri, distribui gentilezas e “YES, WE CAN!”, agora “YES WE DID!”.

A propósito, o discurso dele não passou de um discurso político. Daqueles que ele faz para ganhar votos. A sorte dele (ou não) foi ter conseguido eliminar Osama Bin Laden. Mesmo depois de 10 anos de uma incompetência sem tamanho do seu serviço secreto, aquele que é considerado o melhor do mundo, que encontra até agulha num palheiro, “encontrou” Bin Laden no Paquistão, “parceiros”, como gosta de mencionar, e conseguiu dar a volta por cima, convencer o eleitorado, que já se esqueceu dos 10 anos de buscas frustradas, dos milhares de militares americanos que morreram nas guerras e saiu vitorioso.

Mas o povo americano está feliz, melhor condenar à morte mais de cinco mil soldados americanos (número que pode ser maior), 105 mil pessoas no Iraque, 72 mil no Afeganistão e ter como resultado a morte de Osama Bin Laden (Nas torres gêmeas morreram 3 mil). O fim da Al Qaeda não foi possível, infelizmente! Que inclusive já tem outro líder e está mais conhecida e difundida do que nunca! Tem problema não, o país norte-americano tem muito militar pra mandar pra guerra, muita pólvora pra queimar e muita disposição, diga-se de passagem.

Enfim, até que convencer seu próprio público é problema dele e daqueles que nele acredita, mas falar que levará a paz para o Oriente Médio, e que ajudará no desenvolvimento econômico isso é demais! O Sr. “América” não conhece essa palavra: paz! E desenvolvimento econômico pra ele é sinônimo de exploração, posse, privilégio e acordos que na verdade beneficiam apenas seu lado. O atual Governo interino egípcio sabe melhor do que ninguém sobre isso, afinal de contas recebeu o perdão de uma dívida de 1 bilhão com os Estados Unidos. Porque será?

O discurso político de Obama, que antecedeu a visita de Netanyahu (furioso com as declarações feitas pelo imperialista, sobre o direto palestino aos limites de 67), serviu para dar uma mensagem aos Palestinos: “Não se antecipem em solicitar à ONU o reconhecimento do Estado Palestino. Não vai dar certo.” Tolinho! Como se a gente já não soubesse disso!

Mas em uma coisa Obama está certo. A comunidade internacional está impaciente e cansada com esse impasse sem fim. Quiçá os próprios palestinos, verdadeiros heróis! Por essa e por outras, não nos espantamos quando Obama ameaça a Unidade Palestina em frustrar a solicitação à ONU sobre o reconhecimento do Estado Palestino.

O que o terrorista americano está fazendo é se afundar ainda mais na sua hipocrisia ridícula, no seu discurso forjado de garantia aos direitos humanos e democracia. A comunidade internacional está cansada é de ver esse Senhor falar baboseiras sobre um assunto sério e que precisa de respostas rápidas. Sabemos, inclusive, que ele não tem essas respostas, e ele faz questão de anunciar isso reafirmando que o seu compromisso com a segurança de Israel é inabalável.

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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Insanidades de Binyamin Netanyahu




Com o perdão da palavra, mas acho que Binyamin Netanyahu comeu bosta.

Em discurso realizado essa semana no plenário Knesset (casa legislativa de Israel), o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu estabeleceu cinco condições necessárias para um tratado de paz com a Autoridade Palestina. São elas:

1. Os palestinos devem reconhecer Israel como estado da nação judaica.

2. O tratado deve ser um fim para o conflito.

3. O problema dos refugiados árabes deve se resolvido fora das fronteiras de Israel.

4. O Estado palestino terá que ser desmilitarizado e um tratado de paz deve garantir a segurança de Israel.

5. Os assentamentos permanecerão no âmbito do Estado de Israel e Jerusalém permanecerá a capital unida.

Então é o seguinte, a dinâmica do terrorista sionista diz assim: israelenses dentro, palestinos fora, israelenses atiram, palestinos levam bala, os assentamentos são israelenses, além de Jerusalém, claro, e o que sobrar pode ficar com os palestinos. Sem falar que o estabelecimento de um país judeu é garantir um direito religioso, enquanto que a existência de país islâmico é a expressão do mais puro extremismo religioso.

Se ele classifica os refugiados árabes, que vivem nos territórios que eles consideram israelenses, como um “problema”, como podemos classificar os israelenses que vivem nos assentamentos e que invadiram terras palestinas? Para mim, no mínimo ladrões safados.

O estado sionista continua descumprindo a Resolução 181 da ONU e ignora o direito legítimo dos palestinos. Mesmo que os palestinos não concordem com a invasão de suas terras e de ter que dividi-la com os israelenses, a Resolução da ONU deve no mínimo ser respeitada. A Resolução prevê, entre outras coisas, a divisão e a internacionalização de Jerusalém, ignorada por Israel.

O estado sionista ignorou também a divisão inicial dos dois Estados realizada pela ONU e roubou parte das terras determinadas aos palestinos, além de ter construído inúmeros assentamentos sob estas.

Com as condições insanas que Netanyahu colocou, a Palestina praticamente deixaria de existir, ou se reduziria aos limites de Gaza, conforme mostra a figura adiante.


Fonte: APN

Os pontos azúis são todos os assentamentos israelenses em território Palestino. A linha verde dermaca a região Palestina dividida pela ONU, sendo os demais espaços, abaixo, ao centro e até a ponta esquerda, territórios Israelenses.

Estou realmente curiosa para saber quais argumentos serão colocados pelo Conselho de Segurança da ONU ao votarem este ano sobre o pedido de Abbas em que pede o reconhecimento do Estado Palestino nos limites de 1967. Cabe destacar que o que se pede são os limites de 67 e não do plano de partilha de 47 conforme a própria ONU havia estabelecido anteriormente.


Palestina nos limites de 67, marcado em vermelho



No ano das revoluções acredito que qualquer decisão favorável aos interesses unilaterais israelenses e americanos aumentará ainda mais a profunda rejeição que a sociedade internacional tem com relação à ONU, Israel e Estados Unidos.  E quando eu digo, sociedade internacional, estou falando dos países que já reconheceram o Estado Palestinos, representados por 60% do total de países e nações, índice ainda em evolução.

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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Nakba 2011 - militares israelenses ou cavalos indomáveis?

É sempre muito perturbador ver como os militares israelenses tentam “controlar” as manifestações palestinas. Sempre com muita violência, humilhação e abuso, os militares externam o que eles são na verdade, uns cavalos. Não me admira os shministim (jovens israelenses que se recusam a servir o exército) odiarem a idéia.

Neste final de semana, os eqüinos tiveram nova chance de se exibirem. Honrando sua natureza e genealogia de asnos e mulas, mostraram que por mais que procurem evoluir nunca deixarão de ser pangarés.

O grande pesar fica com os nossos amigos e compatriotas palestinos por terem que se submeter a tanta brutalidade, quiçá ao cheiro insuportável que devem emitir, ainda mais quando se unem em bandos, como mostra o vídeo abaixo.

Nabka 15.05.2011




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domingo, 15 de maio de 2011

Nakba 2011: Luta e resistência palestina x covardia israelense


Menahem Kahana/AFP

Luta e resistência palestina versus covardia israelense, quase nada novo, não fosse a multidão que protestou contra a ocupação israelense. Egípcios, libaneses, sírios, jordanianos, italianos, tunisianos, americanos, espanhóis... juntaram-se aos palestinos neste dia e manifestaram seu repúdio ao regime de ocupação israelense.

Diversos vídeos foram publicados, alguns destes estarei colocando aqui.

Gaza. By: Ken O'Keefe


Tel Aviv e Jaffa


Jordânia


Nova York, Estados Unidos



Itália



Madri, Espanha


Síria


Esse úlimo vídeo é emocionante. Mostra o momento em que centenas de refugiados palestinos e sírios rompem a barreira da fronteira da Síria com os territórios ocupados por Israel nas Colinas de Golã (parte da Síria ocupada por Israel em 1967, anexada em 1981).

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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Unidade Palestina - de que lado você está?





Realmente foi um grande avanço. Na verdade, seria muito difícil para o povo palestino obter êxito no processo de resgate de seus direitos e de sua identidade com a divisão de seu povo.

Aquilo que Netanyahu mais temia ocorreu ontem. Hamas e Fatah celebram a união dos governos palestinos, anteriormente divididos, em prol da liberdade e da luta pela justiça.

Algumas observações importantes devem ser feitas neste processo de reconciliação, como a ajuda do Egito, anteriormente considerado um importante aliado de Israel e Estados Unidos no Oriente Médio. De fato, a revolução no Egito trouxe à tona um dos desejos egípcios mais sufocados pelo antigo regime ditador de Mubarak, que era a cooperação ao povo palestino contras as investidas de guerra e de humilhação, especialmente em Gaza.

Durante anos os egípcios assistiram massacres, humilhações, bloqueios, prisões contra o povo palestino e não puderam fazer nada. Agora, o horizonte é outro!

A revolução egípcia foi tão importante no contexto da política interna do país como da política externa. A subserviência gratuita do governo de Mubarak ao governo israelense está gradativamente sendo anulada. Junto desta imoral submissão, Mubarak oferecia acordos comerciais com Israel a baixo custo, como é o caso do fornecimento de gás natural. Hoje, no entanto, o governo interino egípcio já estuda a possibilidade de dobrar os valores contratuais, uma vez que o mesmo está bem abaixo do valor de mercado.

Além disso, a fronteira entre Egito e Gaza está aberta e pelo que parece não será mais fechada conforme o governo israelense desejava. Essas e outras medidas de cooperação internacional estão e estarão fazendo parte da nova política externa egípcia.

Abeer Ayyoub do Jornal Al Masrya Al Youm disse em artigo que “Para muitos palestinos, a aproximação é um passo inicial obrigatório para enfrentar a ocupação israelense. Palestinos na Cisjordânia são destacados de outras comunidades palestinas pelos inúmeros postos de controle israelenses e pelos assentamentos. E os habitantes de Gaza continuam a definhar sob um cerco econômico severo e violência endêmica.”

Tudo indica que este ano a Palestina terá muitas conquistas. Com o reconhecimento da grande maioria dos países (hoje 116), alguns da Europa já manifestaram a intenção de fazer o mesmo. O movimento pró-palestina tem crescido fortemente. Grandes manifestações estão sendo preparadas, como uma nova flotilha para Gaza no próximo dia 15/05 e neste mesmo dia está sendo preparada uma marcha popular para a Palestina a partir do Egito. Para quem não sabe foi no dia 15 de maio de 1948 que Israel iniciou a série de ataques e guerras contra o povo palestino.


Em Setembro a Palestina submeterá sua solicitação de reconhecimento a partir das fronteiras de 67 à ONU. Infelizmente não esperamos muita coisa, mas a ação é importante para que o mundo perceba de que lado cada um está. É hora de decidir, entre a paz, a justiça e a liberdade ou a ocupação e a opressão.

E você, de que lado está?

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sábado, 2 de abril de 2011

Países que já reconheceram o Estado da Palestina



Cerca de 116 países/estados/nações já reconhecem o Estado da Palestina. Todos os países marcados na cor verde escura demonstram a posição e a unanimidade mundial. A onu tem em seus registros 192 Estados-membros, ou seja, cerca de 60% dos países já reconhecem o Estado da Palestina. O que será que ainda está faltanto?

O ano de 2011 ainda promete. Muitos países já afirmaram que irão seguir os demais exemplos e reconhecer o Estado da Palestina. Esta é a lista provisória:

Liga Árabe
1. Arábia Saudita
2. Argélia
3. Bahrein
4. Comores
5. Djibouti
6. Egito
7. Emirados Árabes Unidos
8. Iémen/Iêmen
9. Iraque
10. Jordânia
11. Kuwait
12. Líbano
13. Líbia
14. Mauritânia
15. Marrocos
16. Omã
17. Qatar
18. Somália
19. Sudão
20. Tunísia
21. Síria

África
1. Angola
2. Benim
3. Botswana
4. Burkina Faso
5. Burundi
6. Cabo Verde
7. Camarões
8. Chade
9. Etiópia
10. Gabão
11. Gâmbia
12. Gana
13. Guiné
14. Guiné-Bissau
15. Guiné Equatorial
16. Madagáscar
17. Mali
18. Maurícia
19. Moçambique
20. Namíbia
21. Níger
22. Nigéria
23. República Centro-Africana
24. República do Congo
25. República Democrática do Congo
26. Ruanda
27. São Tomé e Príncipe
28. Senegal
29. Seychelles
30. Serra Leoa
31. Suazilândia
32. Tanzânia
33. Togo
34. Uganda
35. Zâmbia
36. Zimbabwe

Ásia
1. Afeganistão
2. Brunei
3. Butão
4. Camboja
5. China
6. Coreia do Norte
7. Filipinas
8. Índia
9. Indonésia
10. Irã
11. Laos
12. Malásia
13. Maldivas
14. Mongólia
15. Nepal
16. Paquistão
17. Sri Lanka
18. Vietname

Europa
1. Albânia
2. Áustria
3. Bielorrússia
4. Bósnia e Herzegovina
5. Bulgária
6. Chipre
7. Hungria
8. Malta
9. Montenegro
10. Polónia
11. República Checa
12. Roménia
13. Rússia
14. Sérvia
15. Turquia
16. Ucrânia
17. Vaticano

Américas
1. Argentina
2. Bolívia
3. Brasil
4. Costa Rica
5. Cuba
6. Equador
7. Guiana
8. Nicarágua
9. Venezuela
10. Chile
11. Uruguai

Oceania
1. Vanuatu
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quinta-feira, 31 de março de 2011

Israel pretende construir ilha para os palestinos de Gaza


Feliz dia da "des-Terra" Palestina!!!!!

Israel pretende construir uma ilha artificial com quatro quilômetros de comprimento, com porto e aeroporto destinada aos palestinos da Faixa de Gaza. A proposta da ilha é de também acolher uma zona turística, uma marina, hotéis e uma unidade de dessalinização de água do mar.

Trata-se de um projeto de lei elaborado pelo ministro dos transportes israelense, Yaakov Katz e que tem o apoio de Benajamim Netanyahu.

A ilha estaria ligada à terra firme, na Faixa de Gaza, através de uma ponte com quatro quilómetros de comprimento. Estima-se que o custo esteja na casa dos dez milhões de dólares e que os trabalhos poderão durar entre seis a 10 anos.

Os responsáveis pelo projeto, que ainda precisam do apoio oficial e final de Benjamin Netanyahu, entendem que a ilha deveria ser gerida pela Autoridade Palestiniana, de Mahmud Abbas.

Por debaixo do kipah israelense

Não é pela imensa “solidariedade” e extrema “bondade” que Israel está disposto a construir a ilha para os palestinos da Faixa de Gaza. Por trás das suas “humildes” e “cordiais” intenções, o estado sionista planeja obter maior controle, ocupar definitivamente Gaza e finalmente expulsar os palestinos de Gaza.

Se não fosse repulsivo até seria repugnante o discurso israelense de proporcionar aos palestinos um aeroporto, porto, novos empregos e prosperidade econômica.

1º Os palestinos não precisam de uma ilha para construir um aeroporto, porto, hotéis, marina... A terra que lhes pertence é suficientemente grande para tais projetos.

2º Os palestinos não precisam e não querem contar com a “generosidade cativante” de Israel para seus interesses econômicos.

3º Basta que Israel lhes devolva as terras roubadas e aceite a criação do Estado Palestino independente. A prosperidade econômica será certa!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Campanha 30 de Março, Dia da Terra Palestina



No dia da terra Palestina (30/março), vamos juntos fazer uma campanha contra a construção de assentamentos e ocupação ilegal de Israel em terra Palestina.

March 30, come together to campaign against the construction of settlements and illegal occupation of Israel on Palestinian land.

Clique em aderir à campanha.
Click to join the campaign.
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