segunda-feira, 4 de abril de 2011

Oferta do dia: Yemen. Estados Unidos paga à vista




Você já se perguntou por que é que Estados Unidos se envolve tanto nos assuntos do Oriente Médio? Será que a preocupação americana com a questão humanitária aflora a cada levante árabe (ainda mais agora com tantas revoluções) e transcende em generosidade?

Com a atuação tão generosa na Líbia, sem nos esquecermos, é claro, de sua imensa preocupação com o Egito na ocasião da revolução (que ainda não acabou), Estados Unidos quer também levar seus préstimos ao Yemen, parceiro de longos anos.

O presidente do Yemen, Ali Abdullah Saleh, sempre teve o APOIO (fornecimento de armas) dos Estados Unidos porque era considerado um ALIADO (permissão ao exército americano e CIA para atacar Al Qaeda) na luta contra o terrorismo. Mas agora que as coisas tomaram novos rumos, a posição norte-americana mudou, leia-se: “Sr. Ali Abdullah Saleh, você não nos serve mais!”

Porque, líder que é líder, presidente que é presidente, tem que saber seguir as “orientações” norte-americanas. Assim como ao Presidente do Egito, os Estados Unidos sugeriu inúmeras vezes que o Presidente do Yemen transferisse o poder. Não que o espírito democrático tenha falado mais alto, é que sustentar uma falsa democracia pode durar muito mais tempo que uma ditadura declarada/permanente.

Essa novela eu já vi! Cena: revolução no Egito; personagens: Hillary Clinton e Hosni Mubarak; diálogo, quer dizer, monólogo: “queremos uma transição ordenada para um governo democrático”. Mubarak apesar de ser um grande ator era só o figurante nesta cena.

No Yemen, discute-se a possibilidade do presidente entregar o poder a um Governo provisório liderado por seu vice. Estuda-se também a possibilidade de Saleh e sua família seguirem para outro país. Arábia Saudita?

Arábia Saudita, isso sim é que é lugar! Porto seguro, refúgio dos presidentes árabes depostos, amigo dos Estados Unidos nas horas vagas e nas horas ocupadas também.

Na Arábia Saudita, não cabe revolução, não dá, não pode! No país de Meca, protestos são proibidos. Pra quê protestar! Arábia Saudita é o maior produtor petrolífero do mundo. Um país com cara árabe e que veste ocidente, tal qual Kuwait, Qatar, Bahrein, também grandes produtores de petróleo.

A propósito, o rei saudita acusou o Irã de interferir nos assuntos dos países árabes do Golfo em reação a uma declaração iraniana que criticava o reino por "brincar com o fogo" com o envio de tropas ao Bahrein. Grupos de oposição no Bahrein também realizaram protestos contra o governo e, claro, foram reprimidos. Em sua ajuda ao império de Bahrein, o rei saudita enviou tropas para auxiliá-lo no controle das manifestações. Então, não, no Bahrein também não pode! Revolução é coisa pra Tunísia, Egito, Líbia, Síria, Yemen... no Bahrein não.

Pois bem, o entendimento é o seguinte: Arábia Saudita que interfere no Bahrein critica Irã por interferir nos países árabes do Golfo, amigos dos Estados Unidos que interferiu na Líbia e agora quer interferir no Yemen.

Entendeu?

--------------------------------------------------------------------------------------------

sábado, 2 de abril de 2011

Países que já reconheceram o Estado da Palestina



Cerca de 116 países/estados/nações já reconhecem o Estado da Palestina. Todos os países marcados na cor verde escura demonstram a posição e a unanimidade mundial. A onu tem em seus registros 192 Estados-membros, ou seja, cerca de 60% dos países já reconhecem o Estado da Palestina. O que será que ainda está faltanto?

O ano de 2011 ainda promete. Muitos países já afirmaram que irão seguir os demais exemplos e reconhecer o Estado da Palestina. Esta é a lista provisória:

Liga Árabe
1. Arábia Saudita
2. Argélia
3. Bahrein
4. Comores
5. Djibouti
6. Egito
7. Emirados Árabes Unidos
8. Iémen/Iêmen
9. Iraque
10. Jordânia
11. Kuwait
12. Líbano
13. Líbia
14. Mauritânia
15. Marrocos
16. Omã
17. Qatar
18. Somália
19. Sudão
20. Tunísia
21. Síria

África
1. Angola
2. Benim
3. Botswana
4. Burkina Faso
5. Burundi
6. Cabo Verde
7. Camarões
8. Chade
9. Etiópia
10. Gabão
11. Gâmbia
12. Gana
13. Guiné
14. Guiné-Bissau
15. Guiné Equatorial
16. Madagáscar
17. Mali
18. Maurícia
19. Moçambique
20. Namíbia
21. Níger
22. Nigéria
23. República Centro-Africana
24. República do Congo
25. República Democrática do Congo
26. Ruanda
27. São Tomé e Príncipe
28. Senegal
29. Seychelles
30. Serra Leoa
31. Suazilândia
32. Tanzânia
33. Togo
34. Uganda
35. Zâmbia
36. Zimbabwe

Ásia
1. Afeganistão
2. Brunei
3. Butão
4. Camboja
5. China
6. Coreia do Norte
7. Filipinas
8. Índia
9. Indonésia
10. Irã
11. Laos
12. Malásia
13. Maldivas
14. Mongólia
15. Nepal
16. Paquistão
17. Sri Lanka
18. Vietname

Europa
1. Albânia
2. Áustria
3. Bielorrússia
4. Bósnia e Herzegovina
5. Bulgária
6. Chipre
7. Hungria
8. Malta
9. Montenegro
10. Polónia
11. República Checa
12. Roménia
13. Rússia
14. Sérvia
15. Turquia
16. Ucrânia
17. Vaticano

Américas
1. Argentina
2. Bolívia
3. Brasil
4. Costa Rica
5. Cuba
6. Equador
7. Guiana
8. Nicarágua
9. Venezuela
10. Chile
11. Uruguai

Oceania
1. Vanuatu
---------------------------------------------------------------------------------------------

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Israel pretende eliminar língua árabe

Via: Al Arabiya 

Sendo o principal componente da identidade palestina e da prova da sua ligação à terra, a língua árabe sempre foi uma fonte de preocupação para Israel, que tem por um longo tempo estado engajado em tentativas de eliminar o patrimônio não hebraico do país.

O governo e a sociedade israelense em geral têm apelado para a marginalização da língua árabe, usada por cerca de 1,5 milhão de palestinos que vivem em Jerusalém e em outras cidades. Na educação, diversos estudos israelenses revelaram que os alunos das escolas hebraicas menosprezam as aulas da língua árabe.

Como parte dos esforços em curso para cancelar o estatuto oficial da língua árabe em Israel, o parlamentar Aryeh Eldad apresentou um projeto de lei que pede a remoção da língua árabe como segunda língua, depois de hebraico.

Eliminação da identidade árabe

"Nos últimos dois anos, o Knesset (parlamento israelense) vem discutindo várias propostas que reforçam a identidade hebraica e eliminar a língua árabe é uma prioridade a este respeito."
Professor Árabe-israelense Mohamed Emara

A proposta está em conformidade com as políticas de Israel em que tudo gira em torno da obliteração progressiva da identidade palestina, disse o professor Mohammed Emara.

Emara explicou ainda que a situação representa uma grave ameaça para a identidade judaica a partir do ponto de vista do governo de Netanyahu extrema-direita.

"Houve pressão popular para remover os sinais de trânsito em árabe ou apenas escrever uma transliteração de nomes árabes em hebraicos. Além disso, vários empregados e trabalhadores foram pressionados a parar de falar em árabe durante as horas de trabalho."

Conseqüências graves

Emara advertiu que se o projeto for aprovado e a língua árabe se tornar apenas mais uma língua de comunicação, não é apenas a identidade palestina que estará ameaçada, mas também a vida cotidiana dos palestinos que vivem em Israel, muitos dos quais não falam hebraico.

"Os palestinos que não conhecem hebraico não vão chegar aos seus destinos, pois não serão capazes de ler os sinais em hebraico e não serão capazes de ler os documentos oficiais.”

"Se o projeto não for aprovado, isso não será porque o governo de Israel se preocupa com sua população árabe, mas só para evitar críticas severas por parte da Comunidade Internacional para as práticas racistas".

"Existe uma regra simples: você nutre uma língua ao usá-la. Temos que usar nossa língua árabe em todos os aspectos de nossas vidas"
Professor Árabe-israelense Mohamed Emara

A respeito das maneiras de resistir contra a marginalização da língua árabe, Emara sugeriu que as autoridades locais em cidades predominantemente árabes insistam em usar a língua na comunicação com os residentes, que lutem por manter os sinais de trânsito em árabe e instigar os proprietários de lojas e restaurantes de usar sinais árabe.

"É importante também lançar uma série de programas de conscientização e cultural."

Emara elogiou os esforços das organizações árabes em Israel que fazem questão de usar a língua árabe em correspondências e programas.

"Existe uma regra simples: você nutre uma língua ao usá-la. Temos que usar nossa língua árabe em todos os aspectos de nossas vidas. Isso significa dizer que podemos resistir às tentativas de apagar a nossa identidade e nossa existência.”

_______________
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...