quinta-feira, 26 de maio de 2011

Protesto de uma judia americana contra a ocupação ilegal no discurso de Netanyahu

No discurso realizado por Netanyahu esta semana, uma ativista se levantou, interrompendo-o e lançou aos gritos declarações contra a ocupação ilegal. Rae Abileah, uma jovem judia de nacionalidade americana e que faz parte do movimento ‘CODPINK: Womans for peace (Mulheres pela paz)’ protestou: "A ocupação é indefensável", "Não a ocupação, fim aos crimes de guerra de Israel, igualdade de direitos para os palestinos, a ocupação é indefensável." A ativista protestou logo após Netanyahu ter falado que a juventude ao redor do mundo tem se levantado para mais democracia.

No vídeo (inglês) que mostra o momento, Netanyahu ainda é irônico e diz que esse tipo de manifestação não ocorreria na Síria ou no Irã, e que isso sim era democracia.


Enquanto isso a ativista era arrastada aos socos e murros para fora do local. Teve que ser levada para o Hospital para tratamento dos ferimentos no pescoço e no ombro.




Rea Abileah disse:

"Estou com muita dor, mas isso não é nada comparado à dor e ao sofrimento que passam os palestinos. Eu estive em Gaza e na Cisjordânia, já vi casas de palestinos bombardeadas e arrasadas. Eu falei com as mães cujos filhos foram mortos durante a invasão de Gaza. Eu vi estradas judias levando a constante expansão de assentamentos na Cisjordânia. Esse tipo de ocupação colonial não pode continuar. Como uma judia e uma cidadã dos EUA, sinto-me obrigada a me levantar e falar contra estes crimes que estão sendo cometidos em meu nome e com o dinheiro que pago pelos meus impostos."

Além disso, a ativista disse que é solidária aos ativistas palestinos e israelenses, que são rotineiramente presos e agredidos por falar de democracia.

Esse episódio veio mostrar que o movimento pró-palestina não é um movimento religioso ou extremista. É um movimento pelos direitos humanos, pela dignidade do homem e por seu direito de sobrevivência. Não sabemos ao certo, o número de ativistas adeptos à causa palestina, mas sabemos que a causa palestina possui ativistas espalhados pelo mundo tudo e que independe de nacionalidade, etnia ou religião.


É isso que Obama não entendeu ainda. Não será o veto no Conselho de Segurança da ONU que impedirá a busca pelo reconhecimento do Estado Palestino. As manifestações pela justiça estão se intensificando e o direito de fato é incorruptível. Os vídeos adiante mostram um pouco dessas manifestações.


A OCUPAÇÃO É INDEFENSÁVEL!










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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Vídeo de Obama no AIPAC de 2008: "Jerusalém é indivisível!"


Você acredita em Obama?




Estar de acordo com a criação do Estado Palestino nas linhas de 1967 é estar de acordo com a divisão de Jerusalém, sendo que Jerusalém Oriental será a futura capital da Palestina. Não foi exatamente isso que esse senhor disse no AIPAC de 2008.

No AIPAC deste ano o Senhor América disse que a ONU jamais criará um Estado Palestino independente e reiterou seu compromisso com a "segurança" de Israel. Disse ainda que foi mal interpretado quando defendeu o processo de paz entre Palestinos e Israelenses pelas divisas de 67, conforme declaração feita por ele mesmo em discurso amplamente divulgado na quinta-feira passada.

Para quem não sabe quais sãos as linhas de 1967, post abaixo a figura do mapa onde mostra a linha verde que é considerada a linha que divide Palestina à direita e Israel à esquerda, sendo a linha amarela Jerusalém. 

Divisão da Palestina x Israel conforme as linhas de 1967


Os pontos azúis são alguns dos ilegais assentamentos israelenses em terras Palestinas.
 
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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Análise sobre o Discurso de Obama (reconhecimento do Estado Palestino)



O discurso de Obama sobre o oriente médio foi na verdade um pretexto para falar sobre sua incapacidade de atuar como mediador dos conflitos entre Palestinos e Israelenses. Papel este que deveria ser encabeçado pela ONU (inútil e passional).

Às vezes eu penso que Obama é um medíocre hipócrita, uma marionete a serviço do protocolo norte-americano. Mas não, ele é um fomentador do sistema imperialista, assim como muitos outros ex-presidentes foram. Na verdade eu acho que ele é pior. O bush pelo menos era mais direto, Obama não, sorri, distribui gentilezas e “YES, WE CAN!”, agora “YES WE DID!”.

A propósito, o discurso dele não passou de um discurso político. Daqueles que ele faz para ganhar votos. A sorte dele (ou não) foi ter conseguido eliminar Osama Bin Laden. Mesmo depois de 10 anos de uma incompetência sem tamanho do seu serviço secreto, aquele que é considerado o melhor do mundo, que encontra até agulha num palheiro, “encontrou” Bin Laden no Paquistão, “parceiros”, como gosta de mencionar, e conseguiu dar a volta por cima, convencer o eleitorado, que já se esqueceu dos 10 anos de buscas frustradas, dos milhares de militares americanos que morreram nas guerras e saiu vitorioso.

Mas o povo americano está feliz, melhor condenar à morte mais de cinco mil soldados americanos (número que pode ser maior), 105 mil pessoas no Iraque, 72 mil no Afeganistão e ter como resultado a morte de Osama Bin Laden (Nas torres gêmeas morreram 3 mil). O fim da Al Qaeda não foi possível, infelizmente! Que inclusive já tem outro líder e está mais conhecida e difundida do que nunca! Tem problema não, o país norte-americano tem muito militar pra mandar pra guerra, muita pólvora pra queimar e muita disposição, diga-se de passagem.

Enfim, até que convencer seu próprio público é problema dele e daqueles que nele acredita, mas falar que levará a paz para o Oriente Médio, e que ajudará no desenvolvimento econômico isso é demais! O Sr. “América” não conhece essa palavra: paz! E desenvolvimento econômico pra ele é sinônimo de exploração, posse, privilégio e acordos que na verdade beneficiam apenas seu lado. O atual Governo interino egípcio sabe melhor do que ninguém sobre isso, afinal de contas recebeu o perdão de uma dívida de 1 bilhão com os Estados Unidos. Porque será?

O discurso político de Obama, que antecedeu a visita de Netanyahu (furioso com as declarações feitas pelo imperialista, sobre o direto palestino aos limites de 67), serviu para dar uma mensagem aos Palestinos: “Não se antecipem em solicitar à ONU o reconhecimento do Estado Palestino. Não vai dar certo.” Tolinho! Como se a gente já não soubesse disso!

Mas em uma coisa Obama está certo. A comunidade internacional está impaciente e cansada com esse impasse sem fim. Quiçá os próprios palestinos, verdadeiros heróis! Por essa e por outras, não nos espantamos quando Obama ameaça a Unidade Palestina em frustrar a solicitação à ONU sobre o reconhecimento do Estado Palestino.

O que o terrorista americano está fazendo é se afundar ainda mais na sua hipocrisia ridícula, no seu discurso forjado de garantia aos direitos humanos e democracia. A comunidade internacional está cansada é de ver esse Senhor falar baboseiras sobre um assunto sério e que precisa de respostas rápidas. Sabemos, inclusive, que ele não tem essas respostas, e ele faz questão de anunciar isso reafirmando que o seu compromisso com a segurança de Israel é inabalável.

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