terça-feira, 8 de março de 2011

Egito: o som da revolução - músicas e homenagens

A revolução no Egito deixou muitas marcas, sendo que uma delas foi a morte de centenas de jovens que lutavam pela justiça, pela democracia e por um país mais justo. Várias músicas estão sendo tocadas na Tv egípcia desde a queda do ex-presidente. São músicas e vídeos que lembram e homenageiam os mortos e recordam os dias em que milhões de pessoas saíram nas ruas durante os dezoito dias da revolução.

Separei duas destas canções. A primeira vem com a tradução logo abaixo. É muito linda.

Ya beladi (Meu país)



Meu país, meu país, eu te amo meu país.
Meu país, meu país, eu te amo meu país.
Diga à minha mãe para não ficar triste.
"Se você realmente me ama, não chore."
Diga a ela: "mãe desculpe."
"Eu vou morrer, e morrer para o nosso país viver."
Prometa-me beijar as mãos de minha mãe por mim e dizer adeus ao meu país.

Meu país, meu país, eu te amo meu país.
Meu país, meu país, eu te amo meu país.
Em meu corpo há fogo, balas e ferro. Sua bandeira está na minha mão e meu nome é: mártir.
Em meu corpo há fogo, balas e ferro. Sua bandeira está na minha mão e meu nome é: mártir.

Eu disse adeus ao mundo, e eu vejo você, meu Egito, lindo... em um vestido novo.
Até o último suspiro em mim, eu grito: "Eu morro de amor pelo meu país "

Meu país, meu país, eu te amo meu país.
Meu país, meu país, eu te amo meu país.

Anjos voam ao redor de mim agora. Tudo muda, meu amor, quando eu partir por você.
Anjos voam ao redor de mim agora. Tudo muda, meu amor, quando eu partir por você.

Vou andar com os anjos e deixá-lo, na esperança de ver sua face, meu lindo Egito, em breve novamente.

E os anjos disseram: "acompanhar-nos ao paraíso".
E eu respondi: "o paraíso é aqui, agora o meu país..."

Meu país, meu país, eu te amo meu país.
Meu país, meu país, eu te amo meu país.


Sout Al Horeya

quinta-feira, 3 de março de 2011

Dezenas de crianças palestinas seqüestradas e torturadas por Israel desde o início de 2011



Soldados israelenses invadiram nesta quinta-feira a cidade de Silwan, na parte ocupada de Jerusalém Oriental, e seqüestraram quatro crianças.

Fontes locais informaram que as crianças têm apenas 13-15 anos de idade, e que o exército israelense tem a intenção de processá-los em um tribunal militar especial sob o pretexto de atirar pedras nos soldados israelenses.

Desde o início de 2011



 

A Unidade de Investigação e Documentação do Centro de Jerusalém para os Direitos Sociais e Econômicas (Jerusalem Center for Social and Economic Rights - JCSER) informou que soldados e policiais israelenses seqüestraram mais de 80 crianças palestinas em Jerusalém Oriental ocupada desde o início deste ano.

O Centro disse que Israel está aumentando suas violações e agressões contra crianças e jovens em Jerusalém por seqüestrá-los, atacá-los e mantê-los presos dentro de casa. Afirmou ainda que o exército e a polícia seqüestraram recentemente nove crianças da cidade de Silwan, agredindo-os e torturando-os violentamente. "As crianças também são torturadas durante o interrogatório e, quando libertadas, são forçadas a permanecer sob prisão domiciliar". Das 80 crianças seqüestradas e presas, 40 são da cidade de Silwan, acrescentou o JCSER.

"Todas as crianças seqüestradas foram interrogadas em várias delegacias de polícia em Jerusalém e foram acusadas de atirar pedras nos soldados e policiais israelenses". A maioria delas foram severamente torturadas e violentamente espancadas por soldados e oficiais de detenção. Colonos israelenses também participaram da detenção, afirmou JCSER.
Fonte: IMEMC


Análise

É realmente impressionante a liberdade que Israel tem para cometer atrocidades sem que hajam punições. Parece que o mundo fechou os olhos para o que acontece na Palestina. Crianças são brutalmente violentadas e torturadas por atirarem pedras. Já falamos aqui sobre os motivos que levam crianças, jovens e até adultos a atirarem pedras. De fato é muito menos do que aquilo que os covardes soldados, policiais, inclusive civis, israelenses merecem, por destruir suas casas, escorraçá-los de seus lares, agredirem e humilharem seus familiares.

Eu realmente espero que isso tenha fim. E que seja breve.

Abaixo um vídeo que mostra a violência cometida por israelenses contra crianças palestinas. Uma pequena amostra!

terça-feira, 1 de março de 2011

Estados Unidos "oferece" sua política externa à Líbia




Não sei o que é pior, se a morte de tantos civis na Líbia ou se a entrada da força militar americana no país. Obviamente que a morte de civis é de longe uma tragédia, mas conceber a idéia de que Estados Unidos estaria “novamente” se infiltrando em país alheio é uma situação das mais dramáticas.

Preocupados com a força e resistência de Gaddafi e seus aliados, oposição analisou hoje se aceita ou não a "ajuda" de países estrangeiros (Estados Unidos) para atacar Trípoli. O que se discute é que Gaddafi possui força militar maior que seus opositores e isso poderá causar a morte de mais centenas de milhares de pessoas caso a oposição se encoraje a enfrentá-lo.

O papel que a ONU deveria fazer seria exatamente esse. Em caso de extrema necessidade, em que o direito humano esteja sendo indiscriminadamente violado, a “força militar” das nações unidas deveria entrar em cena. Mas não! Isso não acontece. Até porque a ONU não possui efetivo preparado e direcionado para tal empreitada. Porque será? Não seria mais justo se houvesse um comitê de segurança que pudesse oferecer ajuda militar a qualquer país que se encontrasse numa crise, como é o caso da Líbia? Alguém já se perguntou que “alguns países” com suas políticas dominantes não poderiam aprovar essa idéia? Eu já. Pra mim, isso não é interessante para os Estados Unidos.

Para quê uma força militar mundial unificada uma vez que Estados Unidos pode ser capaz de enviar seu exército para onde quiser? Enviar seria um modo de falar, já que Estados Unidos possui bases militares em mais de 50 países distribuídos pelo mundo, inclusive nas proximidades do país Líbio. Essa é a política externa estadunidense. Atingir o mundo todo com o seu poderio para obter controle, e claro, benefícios e vantagens econômicas.

Bases militares americanas pelo mundo


Se engana aquele que pensa que Estados Unidos está empenhado em ajudar países em conflito, tudo pela justiça e pela democracia. Nada disso! Se assim fosse, não teria vetado a proposta de resolução da ONU que previa a paralisação da construção de assentamentos israelenses em território palestino. Se Estados Unidos tivesse preocupado com a justiça e com a liberdade dos povos, como gostam de mencionar, teriam então tido a “iniciativa” de entrar em Gaza em 2009 com o seu “poderio militar”, na ocasião em que Israel matou mais de 1.400 palestinos.

Desse modo, é com esse espírito que apresento a visão que Estados Unidos tem do mundo.


O mundo visto pelos Estados Unidos


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